O amor acaba?
O cara disse. Numa esquina, num domingo, depois do teatro e do silêncio, na insônia, nas sorveterias, como se lhe faltasse energia. Ele não volta? Não deixa rastro ou renasce? Na esquina em que se beijaram uma vez, lá está, na sombra apagada pela luz, na poeira suspensa, na revolta da memória inconformada. Na solidão, lá vem ele, volta, com lamento, um quase desespero, e penso nos planos perdidos, que vida sem sentido… Na insônia, o amor cai como uma tonelada de lápide, e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido paciente, e se eu tivesse insistido, suportado, indicado, transformado, reagido, escutado, abraçado? Na sorveteria, ele volta, o amor, em lembranças. Porque aquele sabor era o preferido dela, aquela cobertura era a preferida dela, aquela sorveteria era a preferida dela, aquela esquina, aquele bairro, aquele clima, aquela lua, aquele mês, aquela temperatura, aquela raça de cachorro, aquele programa de fim de tarde e aquele horário sem planos… No elevador, quantas saudades daqueles segundos em silêncio, presos na caixa blindada, vigiados por câmeras camufladas, loucos para se agarrarem, rirem, apertarem todos os botões, tirarem a roupa, escreverem ao lado do Atlasado: “Eu te amo”. Saudades é amor. Não se tem saudades do que não se amou. O amor não acaba, porque tenho saudades, me lembro dela, me preocupo com ela, torço por ela, e se sonho com ela, meu dia está feito. O amor não pode acabar, porque sem ela ou sem a esperança de revê-la, até a chance de tê-la de volta, não vejo a paz. Ela é uma trégua na minha guerra pessoal contra a minha paixão por ela. Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei meses amando como se não tivesse acabado. Ficaria anos amando mesmo se não tivesse voltado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. Nas tantas músicas que ouvimos, que dançamos colados, trilhas das noites frias em que você sentava em mim nua, enquanto os meus braços imobilizavam os seus. Amor. O não-amor é o vazio. O antiamor também é amor. Eu te amava quando você respirava no meu ouvido. Lembra do meu dedo dentro de você? Amo-te, amo-te, amo-te. Instante secreto, sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz: Eu te amo! O amor acabou quando você se foi? Você sentiu saudades das minhas paredes, das cores das minhas camisas, da umidade da minha boca, do cheirinho do meu travesseiro, da minha torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol, do café da manhã com jornal, você sentiu falta de atravessar a avenida comigo de mãos dadas, de correr da chuva, de eu te indicar um livro, do cinema gelado em que vimos o filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, você sentiu falta da minha risada, inconveniência, de eu ser seu amante, noivo, amigo e marido, dos meus olhos te espiando, dos meus dentes mordendo e mastigando, ficou tanto tempo longe e pensou em nós especialmente bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever, meu cheiro aparecia de repente, meu vulto estava sempre ali, acaba? Diz que acaba. Como acaba? Não acaba. Diz, não acaba. Repete. Falei? Não acaba. Pode virar amor não correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor. Tem o amor e o nada. Ah, mais uma coisa. Antes que eu me esqueça. O amor não acaba. Vira. Se acabar, não era amor.
terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Esgotei
Esgotei. Esvaziei. Enchi.
Nunca pensei que me sentiria
Novamente assim.
A dor do parto
De uma criança morta,
Enquanto eu parto
Você bate a porta.
Nunca vou conseguir expressar
O que sinto por saber
Que o único jeito é te deixar.
Não tenho mais palavras
Não tenho mais sorriso
Em qualquer verdade falha
Vou fazer o meu abrigo.
Esgotei meu repertório
Esgotei todo o clichê
Quebrei meu oratório
E bebi água do bidê.
Esvaziei a alma vã
Esvaziei meu coração
Deitada no divã
De um analista canastrão.
Enchi a boca, o peito, o copo
Encheu o saco essa novela
Agora encho de desculpas
Uma verdade quase bela.
Se os olhos não mais fossem
Janelas que levam ao nada
Talvez até valesse a pena
Encarar essa empreitada.
Rimas pobres, versos tristes
Mão cansada a lamentar
Sentimento nobre ainda existe
Só ficou cansado de tentar.
Se um dia você voltasse
Como se não tivesse partido
Não diria que tentasse
Ser de novo só amigo.
Amizade não vai sobrar
De toda a loucura de ficar
Buscando respostas onde não há.
Nunca pensei que me sentiria
Novamente assim.
A dor do parto
De uma criança morta,
Enquanto eu parto
Você bate a porta.
Nunca vou conseguir expressar
O que sinto por saber
Que o único jeito é te deixar.
Não tenho mais palavras
Não tenho mais sorriso
Em qualquer verdade falha
Vou fazer o meu abrigo.
Esgotei meu repertório
Esgotei todo o clichê
Quebrei meu oratório
E bebi água do bidê.
Esvaziei a alma vã
Esvaziei meu coração
Deitada no divã
De um analista canastrão.
Enchi a boca, o peito, o copo
Encheu o saco essa novela
Agora encho de desculpas
Uma verdade quase bela.
Se os olhos não mais fossem
Janelas que levam ao nada
Talvez até valesse a pena
Encarar essa empreitada.
Rimas pobres, versos tristes
Mão cansada a lamentar
Sentimento nobre ainda existe
Só ficou cansado de tentar.
Se um dia você voltasse
Como se não tivesse partido
Não diria que tentasse
Ser de novo só amigo.
Amizade não vai sobrar
De toda a loucura de ficar
Buscando respostas onde não há.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Vem...
Vem, porque eu sou tua
Toma minha carne crua
Mastiga com os dentes de tu’ alma
Porque quando você me acalma
Sei que és irmão gêmeo meu
Sei que quando o mundo for um breu
Vou recordar dessa oração
Corpo, alma e coração
Pois lembrarei que não estou sozinha
Tua alma, irmã da minha
Vai estar ao meu lado
E me abraçar
Seguir ao meu lado até tudo passar
Vou fechar os olhos, prosseguir nesse mundo
Esperando o momento do despertar profundo
Esperar tua vez de se libertar
Vou estar aqui, vou te receber, vou te amar
Vou ser bem feliz, esperando você voltar.
só o começo
Voltamos à beira do abismo
De onde não se vê o que
Já se trilhou
Nem nenhum caminho
A se trilhar.
Voltamos, cá estamos
A nos entreolhar.
Não vejo tristeza
Mas também não enxergo esperança
Esse algo que sumiu de nossos olhos
Pra deixarmos de uma vez
De ser criança
Houve um tempo em que pensei
Que sonhos fossem imortais
Até vê-los despedaçados 1 a 1
À deriva na beira do cais.
De cacos e abismos
Dos momentos divididos
Guardei tudo numa caixa
Na ultima gaveta da alma.
Foi bom e sempre vai ser
Poder olhar pra você
E saber que o precipício
Não se fez de erros
Mas estava lá desde o início,
Desde quando venderíamos fácil
Qualquer sentimento sem preço.
Já ia me encerrando e quase me esqueço
Boa sorte no abismo,
Prenda a respiração e feche os olhos
Isso é só o começo.
De onde não se vê o que
Já se trilhou
Nem nenhum caminho
A se trilhar.
Voltamos, cá estamos
A nos entreolhar.
Não vejo tristeza
Mas também não enxergo esperança
Esse algo que sumiu de nossos olhos
Pra deixarmos de uma vez
De ser criança
Houve um tempo em que pensei
Que sonhos fossem imortais
Até vê-los despedaçados 1 a 1
À deriva na beira do cais.
De cacos e abismos
Dos momentos divididos
Guardei tudo numa caixa
Na ultima gaveta da alma.
Foi bom e sempre vai ser
Poder olhar pra você
E saber que o precipício
Não se fez de erros
Mas estava lá desde o início,
Desde quando venderíamos fácil
Qualquer sentimento sem preço.
Já ia me encerrando e quase me esqueço
Boa sorte no abismo,
Prenda a respiração e feche os olhos
Isso é só o começo.
...pra que sofrer?
Pra que sofrer
Se aprendi a esperar?
Eu sei que ainda vou ver
Mais uma vez você voltar
Voltar com aquela cara
De quem não devia ter partido
Não vai faltar mais nada
Pro seu paraíso perdido.
Senti por tantas vezes
Que você era só meu
Apostei no jogo deles
Adivinha no que deu?
Não vou mais perder
Não vou mais me machucar
Limites são pra prender
E sonhos pra libertar
Vivi, corri, sonhei
Dos limites me libertei
Vou esperar você voltar
Mais uma vez.
Se aprendi a esperar?
Eu sei que ainda vou ver
Mais uma vez você voltar
Voltar com aquela cara
De quem não devia ter partido
Não vai faltar mais nada
Pro seu paraíso perdido.
Senti por tantas vezes
Que você era só meu
Apostei no jogo deles
Adivinha no que deu?
Não vou mais perder
Não vou mais me machucar
Limites são pra prender
E sonhos pra libertar
Vivi, corri, sonhei
Dos limites me libertei
Vou esperar você voltar
Mais uma vez.
O truque
Perto demais das minhas mãos
Distante como sempre
Em teu propósito...
Relembro agora do truque da vida
Pra por o mundo entre nós dois.
Quem custa a entender
Acaba por não aceitar
E a vida parece curta demais
Segundos antes de se afogar.
Sabíamos de cor como ia acontecer
E entre outras coisas
Ainda nos conhecemos bem
A gente sabe como é
Que tudo vai acabar...
Quero relembrar como é o trque...
Qual carta vem agora?
Vou perder no meu jogo outra vez?
Vou pagar de novo pra ver?
Perto demais dos meus olhos
E longe, como sempre
Da minha mira.
Não vou perder outro tiro,
Não vou me entregar ao destino
Porque se é perto de você que me sinto
Mais próxima de mim
Essas dúvidas indissolúveis não deviam
Doer e causar tanto assim.
Distante como sempre
Em teu propósito...
Relembro agora do truque da vida
Pra por o mundo entre nós dois.
Quem custa a entender
Acaba por não aceitar
E a vida parece curta demais
Segundos antes de se afogar.
Sabíamos de cor como ia acontecer
E entre outras coisas
Ainda nos conhecemos bem
A gente sabe como é
Que tudo vai acabar...
Quero relembrar como é o trque...
Qual carta vem agora?
Vou perder no meu jogo outra vez?
Vou pagar de novo pra ver?
Perto demais dos meus olhos
E longe, como sempre
Da minha mira.
Não vou perder outro tiro,
Não vou me entregar ao destino
Porque se é perto de você que me sinto
Mais próxima de mim
Essas dúvidas indissolúveis não deviam
Doer e causar tanto assim.
evidência...
Tá difícil de esconder na cara
O que é tão evidente na alma,
Não dá pra fingir...
É complicado ficar cara-a-cara
Se é tão evidente que perco a calma
Só posso fugir.
Se essa aflição
O corpo todo sente
Porque fingir, então
O que já é tão evidente?
Fatiando nossas vidas
Dilacerando nossa pele
Ignorando as feridas
Fingindo não ser verdade.
Não posso encarar os fatos
Não posso olhar você
E desmanchar salas e quartos,
Desmanchar eu e você...
O que é tão evidente na alma,
Não dá pra fingir...
É complicado ficar cara-a-cara
Se é tão evidente que perco a calma
Só posso fugir.
Se essa aflição
O corpo todo sente
Porque fingir, então
O que já é tão evidente?
Fatiando nossas vidas
Dilacerando nossa pele
Ignorando as feridas
Fingindo não ser verdade.
Não posso encarar os fatos
Não posso olhar você
E desmanchar salas e quartos,
Desmanchar eu e você...
Bem-casado
Porque todas as canções bregas deviam
Levar seu nome no título
Esse sentimento velho e rançoso
Essa dor sem graça que não passa mais...
E todas as canções que falam
De dor de cotovelo, que ridículo!
Essa vontade velha e teimosa
Esse desejo sem graça que não passa mais...
Porque quando olho você e ouço
Violinos como canções velhas
De velhas cantinas italianas
E isso é muito brega!
Esse arrepio que dá é démodé
E ficar de paquerinha já não rola
Achei que você pudesse ver,
Mas ambos concordamos: que cafona!
Eu esperava que você pedisse minha mão
Bolo e champanhe no noivado
Véu, grinalda e uma procissão
Carros cheios de lata, bizinasso
Para celebrar a comunhão.
Mas chuva de arroz é convencional
Demais pra nós dois
E ficamos assim, com essa cara
De assunto pelo meio
Esperando o recheio
Do docinho bem-casado.
Levar seu nome no título
Esse sentimento velho e rançoso
Essa dor sem graça que não passa mais...
E todas as canções que falam
De dor de cotovelo, que ridículo!
Essa vontade velha e teimosa
Esse desejo sem graça que não passa mais...
Porque quando olho você e ouço
Violinos como canções velhas
De velhas cantinas italianas
E isso é muito brega!
Esse arrepio que dá é démodé
E ficar de paquerinha já não rola
Achei que você pudesse ver,
Mas ambos concordamos: que cafona!
Eu esperava que você pedisse minha mão
Bolo e champanhe no noivado
Véu, grinalda e uma procissão
Carros cheios de lata, bizinasso
Para celebrar a comunhão.
Mas chuva de arroz é convencional
Demais pra nós dois
E ficamos assim, com essa cara
De assunto pelo meio
Esperando o recheio
Do docinho bem-casado.
alma de poeta
Tenho alma de poeta
Não posso ser tão asceta
Em fazer o que proponho
E ser fiel ao que me oponho.
É que decidi ser errada
Logo que encarei a estrada
Não falo do passado, tão duro
Nem das lagrimas vertidas no escuro...
Falo da essência que já não existe
De preferir no mundo, ser mais triste
Nunca acreditei em quem diz
Que a gente nasceu pra ser feliz.
Fico com a melancolia
Dos dias de chuva, sem euforia,
Da paixão, já sem brasa,
Do caminho de volta pra casa..
Eu fico assim, sem rumo
A cabeça perdendo o prumo
Nada mais vai me guiar
Prefiro sair por ai e vagar...
Vagar...
Não posso ser tão asceta
Em fazer o que proponho
E ser fiel ao que me oponho.
É que decidi ser errada
Logo que encarei a estrada
Não falo do passado, tão duro
Nem das lagrimas vertidas no escuro...
Falo da essência que já não existe
De preferir no mundo, ser mais triste
Nunca acreditei em quem diz
Que a gente nasceu pra ser feliz.
Fico com a melancolia
Dos dias de chuva, sem euforia,
Da paixão, já sem brasa,
Do caminho de volta pra casa..
Eu fico assim, sem rumo
A cabeça perdendo o prumo
Nada mais vai me guiar
Prefiro sair por ai e vagar...
Vagar...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Carnaval do Baixo Augusta!!!!
Algumas fotenhas do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta – 7/fev/2010...
o borrão de verde, la no alto é a madrinha da bateria, Marisa Orth...
(foto de celular é uma bosta...)
O bloco descendo a rua costa...
Eu e minha amiga Samantíssima:
(vlw pelo convite!)
E ai... meu filhão...
valeu, meu foliãozinho... valeu por mais um ano de folia e felicidade!
galeraaa...
tchoptchurasss...
estandarte... só faltou mesmo FOI UMA FOTO COM O MARCELO RUBENS PAIVA!!!
t'aí o Simoninha...
issso sim é baixo augusta!
dididididiz!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Contramão
Nesse dia triste
Choro por todos os outros
Não pretendo chorar mais.
Os punhos cerrados
E pés no chão
Sigo caminhos errados
Ou pego a contramão.
Todos os dias de chuva
Tem algo dos teus olhos caídos
Todos os dias de sol
Mostram a falta
De você ao meu lado.
Os punhos cerrados
Pra encarar a contramão
Sigo caminhos alados
Repletos de ilusão.
Me levam à soleira da sua porta
Pq todos os destinos
Mostram nossa sina torta.
As perguntas que não calam
Essas vozes aqui dentro
Do que finjo que não sinto
E o que sinto do que invento.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Heat Dies Down
Heat Dies Down
Kaiser Chiefs
I can just imagine you and me
Running out of steam
Going through the motions
I have no idea how you know
When I dip my toes
In other people's oceans
'Cos you had a local knowledge
Of the local area
And that impressed me quite
So I tried that night
To do all the things I thought you'd like
But that just made it worse
And I impressed you not
Well not a lot
So we started from the start...
When the heat dies down
I'll be back in town
And until that time
I'll be round at mine
When the heat dies down
I'll be back in town
And until that time
I'll be round at mine
When the heat dies down
When the heat dies down
When the heat dies down
When the heat dies down
I cannot imagine growing old
To have and to hold
Till death do part each other
'Cos I doubt I could stomach twenty years
Spending time at hers
Talking to that Mother
'Cos I got a wider knowledge of the world
I just can't face another argument about the rent
It all seems unimportant
In the grander scheme of things
'Cos I was purpose built
To not feel guilt
So we ended at the end...
When the heat dies down
I'll be back in town
And until that time
I'll be round at mine
When the heat dies down
Eu só consigo imaginar você e eu
Ficando sem esse 'calor'
Entrando na rotina
Eu não tenho idéia de quando você sabe
Quando eu me aventuro
No universo de outras pessoas
Você tem conhecimento local
Das pessoas da área
E isso me impressiona bastante
Então eu tentei aquela noite
Nós fizemos coisas das quais eu pensei que você gostaria
Mas isso só piorou as coisas
E eu não a impressionei
Bem, não muito
Então nós começamos do começo...
Quando o calor acabar
Eu voltarei para a cidade
Mas até lá
Eu ficarei na minha
Quando o calor acabar
Eu voltarei para a cidade
Mas até lá
Eu ficarei na minha
Quando o calor acabar
Quando o calor acabar
Quando o calor acabar
Quando o calor acabar...
Eu não posso imaginar envelhecer
Ter e aceitar
Até que a morte nos separe
Agora não consigo avançar vinte anos
Gastando tempo com elas
Falando com nossas mães
Eu tenho um maior conhecimento do mundo
Eu só não consigo enfrentar outra discussão
Por causa do aluguel
Isso tudo parece sem importância
Na visão geral das coisas
Mas eu fui feito para
Não sentir culpa
Então nós terminamos pelo fim...
Quando o calor acabar...
Kaiser Chiefs
I can just imagine you and me
Running out of steam
Going through the motions
I have no idea how you know
When I dip my toes
In other people's oceans
'Cos you had a local knowledge
Of the local area
And that impressed me quite
So I tried that night
To do all the things I thought you'd like
But that just made it worse
And I impressed you not
Well not a lot
So we started from the start...
When the heat dies down
I'll be back in town
And until that time
I'll be round at mine
When the heat dies down
I'll be back in town
And until that time
I'll be round at mine
When the heat dies down
When the heat dies down
When the heat dies down
When the heat dies down
I cannot imagine growing old
To have and to hold
Till death do part each other
'Cos I doubt I could stomach twenty years
Spending time at hers
Talking to that Mother
'Cos I got a wider knowledge of the world
I just can't face another argument about the rent
It all seems unimportant
In the grander scheme of things
'Cos I was purpose built
To not feel guilt
So we ended at the end...
When the heat dies down
I'll be back in town
And until that time
I'll be round at mine
When the heat dies down
Eu só consigo imaginar você e eu
Ficando sem esse 'calor'
Entrando na rotina
Eu não tenho idéia de quando você sabe
Quando eu me aventuro
No universo de outras pessoas
Você tem conhecimento local
Das pessoas da área
E isso me impressiona bastante
Então eu tentei aquela noite
Nós fizemos coisas das quais eu pensei que você gostaria
Mas isso só piorou as coisas
E eu não a impressionei
Bem, não muito
Então nós começamos do começo...
Quando o calor acabar
Eu voltarei para a cidade
Mas até lá
Eu ficarei na minha
Quando o calor acabar
Eu voltarei para a cidade
Mas até lá
Eu ficarei na minha
Quando o calor acabar
Quando o calor acabar
Quando o calor acabar
Quando o calor acabar...
Eu não posso imaginar envelhecer
Ter e aceitar
Até que a morte nos separe
Agora não consigo avançar vinte anos
Gastando tempo com elas
Falando com nossas mães
Eu tenho um maior conhecimento do mundo
Eu só não consigo enfrentar outra discussão
Por causa do aluguel
Isso tudo parece sem importância
Na visão geral das coisas
Mas eu fui feito para
Não sentir culpa
Então nós terminamos pelo fim...
Quando o calor acabar...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Muro das Lamantações
Eu posso tudo
Enquanto for capaz
De te reconquistar a cada dia.
Eu quero tudo
Enquanto for capaz
De ser reconquistada a cada dia.
Você vai ser sempre
O muro das minhas lamentações
E a Meca da minha peregrinação.
Você vai ser sempre
O oceano – rumo da minha correnteza.
Eu fujo, disfarço, dou volta,
Mas tenho sempre a certeza
De terminar sempre em você.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Resumão
Já faz tempo que eu não posto nada no blog. Também, pudera. Corre-corre de fim de ano exige um pouco além do que apenas tempo... uma úlcera nova, talvez?
Dessa vez eu tive um motivo: segunda fase da fuvest, de cara, 3º, 4º e 5º dia de janeiro... os primeiros dias do ano...Ainda não tenho ieia de como me sai, mas é como dizem; a esperança é a última que perece. Bom, depois de ter espremido o cérebro , o hipotálamo e o cerebelo sobre as 3 provas dissertativas, cá estou, me questionando sobre a minha vida útil (será que sobrou neurônio, ou foi-se até o suco????)...
Foi tão legal que repetimos a dose no Ano Novo. Breja, rodinha de violão, amigos, presentes e presenças... Roots.
Esse ano teve árvore de natal e guirlanda. Pq não? Meu Papai Noel é batalhador, e é deveras um velho batuta. Mas esse ai não rejeita os miseráveis, não. Esse dai levanta as cabeças.A criançada pirou e a gente também. Em alguma coisa a gente tem que acreditar, huh?
=ó)
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Love is Strong...
Love is strong
And you're so sweet
You make me hard
You make me weak
Love is strong
And you're so sweet
And some day, babe
We got to meet
A glimpse of you
Was all it took
A stranger's glance
It got me hooked
And I followed you
Across the stars
I looked for you
In seedy bars
What are you scared of, baby
It's more than just a dream
I need some time
We make a beautiful team
A beautiful team
Love is strong
And you're so sweet
And some day, babe
We got to meet
Just anywhere
Out in the park
Out on the street
And in the dark
I followed you
Through swirling seas
Down darkened woods
With silent trees
Your love is strong
And you're so sweet
You make me hard
You make me weak
What are you scared of, baby
It's more than just a dream
I need some time
We make a beautiful team
Beautiful
I wait for you
Until the dawn
My mind is ripped
My heart is torned
Your love is strong
And you're so sweet
Your love is bitter
It's taken neat
Love is strong, yeah
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Histórias
Sei que cada traço, cada passo
Cada anoitecer
Verei você
No mais banal dos gestos
E nos dissabores mais indigestos
Lembrarei você
Na completa loucura
Na sufocante lucidez
Eu terei algo sobre você
Cada olhar, virar a página
Um livro em branco
Isento de lágrima
Isento de você
Eu e você nunca rendemos histórias
Que os outros gostariam de contar
E além do mais, vitórias
Não são pra se cantar
A dois
E antes da hora.
Cada anoitecer
Verei você
No mais banal dos gestos
E nos dissabores mais indigestos
Lembrarei você
Na completa loucura
Na sufocante lucidez
Eu terei algo sobre você
Cada olhar, virar a página
Um livro em branco
Isento de lágrima
Isento de você
Eu e você nunca rendemos histórias
Que os outros gostariam de contar
E além do mais, vitórias
Não são pra se cantar
A dois
E antes da hora.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Sussurro
Eu sussurro
E você ali, parado
Prestes a dar o próximo passo...
Eu falo baixo
Disfarço,
Assobio...
Eu te chamo, quase não se ouve
O som da minha voz
E eu queria te seqüestrar
Em silêncio...
Sem resgate, sem violência
Um dia só e nada mais
Do teu tempo
Da tua história...
Eu lanço um “psiu”, mas você ignora,
Tudo bem, assim é que melhora
Quem sabe eu vá embora?
Aproveito a deixa – a melhor hora
De abandonar o espetáculo agora
Deixar teu sol brilhar lá fora...
Um sussurro no escuro
Um tiro no escuro
Uma palha
No palheiro escuro
Uma voz inaudível
De alguém do futuro...
Nos sonhos
Eu e você
E um grande muro
Mas que por mais sólido e imenso...
Ainda resta um furo...
E você ali, parado
Prestes a dar o próximo passo...
Eu falo baixo
Disfarço,
Assobio...
Eu te chamo, quase não se ouve
O som da minha voz
E eu queria te seqüestrar
Em silêncio...
Sem resgate, sem violência
Um dia só e nada mais
Do teu tempo
Da tua história...
Eu lanço um “psiu”, mas você ignora,
Tudo bem, assim é que melhora
Quem sabe eu vá embora?
Aproveito a deixa – a melhor hora
De abandonar o espetáculo agora
Deixar teu sol brilhar lá fora...
Um sussurro no escuro
Um tiro no escuro
Uma palha
No palheiro escuro
Uma voz inaudível
De alguém do futuro...
Nos sonhos
Eu e você
E um grande muro
Mas que por mais sólido e imenso...
Ainda resta um furo...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
pesadelos...
Cansei de tentar transcender
Tudo o que quero agora
É rasgar a carne
Sair de mim.
Por vezes acordo num sufoco surdo
Empurrando o rosto contra o travesseiro
Querendo que tudo não passe
Do útero materno.
Não tento mais ver
O que está alem
Quero o gelo de ser
Das coisas estáticas
E imediatas.
Quero o nascer da estrela fria
O soprar do vento ateu
O ranger dos dentes nus.
Tudo o que quero agora
É rasgar a carne
Sair de mim.
Por vezes acordo num sufoco surdo
Empurrando o rosto contra o travesseiro
Querendo que tudo não passe
Do útero materno.
Não tento mais ver
O que está alem
Quero o gelo de ser
Das coisas estáticas
E imediatas.
Quero o nascer da estrela fria
O soprar do vento ateu
O ranger dos dentes nus.
Cão Guia - M.C.A.
Andava cego de amor
E o meu cão guia
Não sabia
Se seguia minha dor
De joelhos supliquei
Me declarava, não me ouvia
O cão latia pra ninguém
Se no amor só tive azar
Tentei a sorte
Em outro lugar
No bingo ganhei
Um disco do rei
Perdi tudo no bilhar
Do cachorro ao jogo de jantar
Não vou apostar
Nessa vida de azar
Se ela pode ir mais além
Deixa como está
Dessa sorte eu sou refém
Seis dezenas, fiz um par
No amor não fui tão bem
Cansei de ser um perdedor
Fiz do destino o meu amigo,
Ente querido, fiador
Malas prontas, tudo ok!
E no caminho lado a lado
Um passo errado tropecei
Me levantei bem devagar
Deixei de lado o mau olhar
Pensei em traçar
A sina de um rei
Na moeda o que vai dar
Tá na cara, não vou mais jogar
Não dá pra explicar
Só vai entender
O que é ganhar
Quem não cansou de perder
Eu perdi, vou ganhar
Ah! Eu perdi, vou ganhar
E o meu cão guia
Não sabia
Se seguia minha dor
De joelhos supliquei
Me declarava, não me ouvia
O cão latia pra ninguém
Se no amor só tive azar
Tentei a sorte
Em outro lugar
No bingo ganhei
Um disco do rei
Perdi tudo no bilhar
Do cachorro ao jogo de jantar
Não vou apostar
Nessa vida de azar
Se ela pode ir mais além
Deixa como está
Dessa sorte eu sou refém
Seis dezenas, fiz um par
No amor não fui tão bem
Cansei de ser um perdedor
Fiz do destino o meu amigo,
Ente querido, fiador
Malas prontas, tudo ok!
E no caminho lado a lado
Um passo errado tropecei
Me levantei bem devagar
Deixei de lado o mau olhar
Pensei em traçar
A sina de um rei
Na moeda o que vai dar
Tá na cara, não vou mais jogar
Não dá pra explicar
Só vai entender
O que é ganhar
Quem não cansou de perder
Eu perdi, vou ganhar
Ah! Eu perdi, vou ganhar
Assinar:
Postagens (Atom)






















